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A AMBIÇÃO AO SERVIÇO DO BEM-COMUM



Provedor Luis Venturinha

Em geral, a ambição está associada à vontade de se alcançar objectivos e obter resultados, no domínio das ideias, poder e, em grande parte das vezes, materiais. Centro-me no valor mais nobre e positivo desta palavra, ligado à ética, à vontade de levar mais além as realizações que ajudam, dentro do possível, a tornar o a vida do próximo melhor.

Num dos momentos de reflexão, dei comigo a meditar sobre até que ponto a pessoa ao ter como missão o cumprimento de obrigações sociais, necessitando para isso de desenvolver acções, quer de edificação de instalações, quer de melhorias na prestação dos colaboradores e serviços, quer em proporcionar mais bem-estar às pessoas mais fragilizadas, o pode realizar se não houver alguma ambição?

Creio que na evolução natural da minha vida, talvez pela minha forma de estar, pois nunca tive como objectivos conquistar lugares ou posições de poder, mas simplesmente porque a vida me foi proporcionando oportunidades, fez com que as pessoas me fossem encaminhando para posições de algum destaque, nunca conflituando com ambições pessoais, porque, na realidade, sempre defini como primeira prioridade realizar as minhas tarefas com sucesso, em prol da sustentabilidade das empresas e instituições e bem-estar das pessoas.

Atualmente, com a missão que tenho, os desafios aumentaram substancialmente. Porquê? Porque estamos a falar de pessoas que abrangem todas as faixas etárias, diferentes personalidades, muitas fragilidades, com mais ou menos afectos e capacidades. Então aqui, entra, de uma forma silenciosa e disfarçada, a ambição de fazer o melhor pelo bem-estar das pessoas e sustentabilidade da instituição. Questiono-me: como é que poderei atingir esses objetivos sem ambição?

Para uma instituição tão complexa são muitos os desafios a enfrentar e uma grande diversidade de intervenientes a enquadrar e motivar: funcionários, para que adquiram mais competências e desenvolvam comportamentos mais eficientes e afectivos, de modo a proporcionarem o bem-estar aos seus utentes; melhoria das relações de camaradagem com os colegas; serem exemplares e contribuírem para a boa reputação da instituição.

Para as instalações, e através de um árduo trabalho, também temos tido a ambição de aproveitar todas as oportunidades de candidaturas e financiamentos, de maneira a respeitarmos as leis vigentes, e proporcionar mais conforto e segurança aos utentes, agilizar e melhorar procedimentos e funcionalidades na prestação de serviços.

Não será uma ambição positiva tentarmos aliviar o sofrimento dos idosos e retardar, quanto possível, a sua dependência de terceiros, quer através de atividades físicas e mentais, quer através de incentivos e assistência técnica, de modo a que as suas vidas sejam mais longas e com qualidade?

Não será uma ambição salutar querer um futuro melhor para todas crianças, jovens e adultos que passam pela instituição?

Da reflexão sobre algumas das formas e consequências do ser-se ambicioso, posso concluir que se não deformarmos ou desvirtuarmos este conceito, então devo convidá-los a todos a sermos mais ambiciosos e fazermos da nossa missão uma grande obra, em prol de todos aqueles que de nós necessitem e de uma Misericórdia melhor.


Um grande Bem-haja para todos.



O Provedor

Luís Venturinha de Vilhena


Sines, 06 de Novembro de 2014.


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